O PODER DO TROVÃO E DA PAIXÃO
( POR: RONALDO DE OLIVEIRA COSTA)
Um relâmpago. Um trovão. O barulho da tempestade acorda Daniela.
- Ai, meu Deus! Ai, meu Deus, Rafael, o que está acontecendo?!
- Eu esperava que você me dissesse!
Daniela se vira para Rafael. Assustada com o barulho da tempestade e
com os pedaços de um corpo espalhados pelo chão da caverna, a
Princesa de Brancalândia treme de medo.
- Meu amor, eu não sei do que está falando!
- Sabe sim! Fala Rafael colocando as mãos sobre os ombros de sua
amada. O homem cujos pedaços estão no chão desta caverna me
ameaçou... e você o matou!
- Mas... Mas eu não lembro de nada, juro!
- Você está dizendo a verdade, Daniela?!
Os olhos da garota brilham de tristeza.
- Rafael... está desconfiado de mim?!
A expressão triste de Daniela comove Rafael. Este se emociona e
acredita na amada.
- Não, meu amor! Ele fala colocando a cabeça dela sobre seu peito e
acariciando-lhe os cabelos. Eu jamais desconfiaria de você, minha
amada!
Mas então, o que será?! Pensa Rafael enquanto Daniela adormece em
seus braços. Será que Daniela é uma feiticeira?! Se for, não me
importo! Ela assumiu o amor por mim, mesmo eu sendo negro... e não
vou abandoná-la jamais... ainda que me custe a alma!
- Ai, meu Deus! Ai, meu Deus, Rafael, o que está acontecendo?!
- Eu esperava que você me dissesse!
Daniela se vira para Rafael. Assustada com o barulho da tempestade e
com os pedaços de um corpo espalhados pelo chão da caverna, a
Princesa de Brancalândia treme de medo.
- Meu amor, eu não sei do que está falando!
- Sabe sim! Fala Rafael colocando as mãos sobre os ombros de sua
amada. O homem cujos pedaços estão no chão desta caverna me
ameaçou... e você o matou!
- Mas... Mas eu não lembro de nada, juro!
- Você está dizendo a verdade, Daniela?!
Os olhos da garota brilham de tristeza.
- Rafael... está desconfiado de mim?!
A expressão triste de Daniela comove Rafael. Este se emociona e
acredita na amada.
- Não, meu amor! Ele fala colocando a cabeça dela sobre seu peito e
acariciando-lhe os cabelos. Eu jamais desconfiaria de você, minha
amada!
Mas então, o que será?! Pensa Rafael enquanto Daniela adormece em
seus braços. Será que Daniela é uma feiticeira?! Se for, não me
importo! Ela assumiu o amor por mim, mesmo eu sendo negro... e não
vou abandoná-la jamais... ainda que me custe a alma!
***
A paranormal adormece nos braços de seu amante negro. Protegido
pelas paredes da caverna, o casal não sente os pingos da chuva. Nem
tão protegido está o monstro, o híbrido terráqueo-alienígena que
encontrá-se caído na mata. A fera sente a dor dos ferimentos em seu
corpo e chora. Apesar de seu aspecto horripilante, o monstro era
dotado de emoções bem humanas. Ainda caído, o híbrido chora e berra
em agonia sabendo que a morte se aproxima.
Súbito, seus olhos fitam seu enorme pênis e uma lembrança invade-lhe
o cérebro. Do órgão caíam pingos do mijo que continham alguns
resquícios do veneno que expelira no capítulo anterior. O mijo
pingando de seu pênis lhe traz a visão de outro órgão. Um órgão
humano. Ajoelhada diante de Bryan, Bianca mexia no pênis do amado
enquanto colocava a camisinha. Sentado sobre a cama, Bryan gemia de
prazer enquanto sua amada negra chupava seu órgão. Os olhos de
Bianca, por outro lado, brilhavam de êxtase enquanto sentia as mãos
fortes do homem branco massagearem seus ombros e suas costas.
Sentindo o pênis duro, Bryan pegou sua amada negra pela cintura e a
colocou em seu colo. Bianca começou a sentir então o pênis branco
penetrar em sua vagina negra enquanto gemia de prazer.
***
Dia seguinte.
Os dois amantes dormem depois de uma noite inteira dedicada ao prazer.
Esta foi a primeira de muitas noites! Pensava Bryan dormindo. Eu
amo Bianca de todo coração! E nem meus pais ou os pais dela hão de
impedir o nosso casamento! Eu juro! Nós vamos viver unidos para...
Súbito, o barulho de dois tiros acorda Bryan.
- Bianca,... Nãooo...
O jovem branco chora sobre o corpo da negra. Os seios que ele tanto
acariciara e chupara na noite anterior estavam manchados de sangue.
- Não! Ele grita chorando enquanto tenta acordar Bianca. Não!
Não! Não! Você não pode me abandonar! Eu não posso viver sem
você! Eu não posso viver sem você! Não posso! Não posso! Não
posso!
Na porta do quarto estava um homem negro de revólver em punho. Bryan
se vira para ele e reconhece o pai de Bianca.
- Por que?! Ela era sua filha! Por quê você a matou?! Por quê você
a matou?!
- A culpa é toda sua! Sua e de sua raça maldita que sempre perseguiu
o meu povo! Minha filha me desonrou e traiu a nossa raça ao se
deitar com você, seu branquelo!
- Seu racista! Racista! Racista! Racista! Racista!
A tristeza é substituída pela mais pura fúria. Bryan salta sobre o
pai de Bianca. O homem branco nem sente quando um tiro acertá-lhe de
raspão o braço esquerdo. Bryan age como uma fera. Assim que derruba
o pai de Bianca, com um soco joga o revólver longe. Em seguida,
Bryan soca sem parar a cabeça do homem negro. A surra dura quatro
horas. Bryan só pára quando o corpo do pai de Bianca, com a cabeça
toda ensangüentada, termina de respirar.
***
A polícia não incriminou Bryan pela morte do pai de Bianca alegando
que ele agiu em legítima defesa.
- E depois, um negro a menos no mundo é até um ato de heroísmo! Fala
um dos policiais.
- É mesmo! Concorda outro. Você devia era receber uma medalha!
Os policiais levam os corpos de Bianca e do pai desta para o
necrotério.
- Esse racismo tem que acabar! Bryan fala chorando, com ódio no
olhar, enquanto é levado em uma ambulância. E eu já sei como vingar
a morte de Bianca! Essas mulheres brancas se acham belas só por
causa da cor de sua pele! Pois vamos ver o que elas vão achar...
quando eu arrancar a pele de seus corpos?!
***
E foi assim que Bryan tornou-se um assassino serial. O rapaz matou
doze mulheres durante um ano. Apesar de ter jurado ser fiel à Bianca
mesmo depois de morta, fazia mais de quatro meses que Bryan não
transava. E suas vítimas eram mulheres lindíssimas, loiras de olhos
azuis e seios fartos. O jovem não resistiu à tentação e estuprou
quatro de suas doze vítimas.
Enquanto Bryan é encaminhado pelos guardas até a sala com a cadeira
elétrica, o rapaz branco ora pedindo perdão à Bianca pelas traições
cometidas. Quando se encontra amordaçado na cadeira, o grito de
Bryan é desesperador:
- Bianca... eu te amo!
A descarga elétrica só termina quando Bryan dá seu último suspiro.
***
Século XIII.
A criatura chora pela morte de Bryan, sentindo uma forte ligação com
este. Ela percebe que a mesma eletricidade que mata, também cura. E
vê raios e relâmpagos caírem sobre a Terra.
O monstro estica então o braço direito para o alto. O sangue verde
escorre pelo membro ferido e a criatura se desespera. Tenta esticar
a garra do dedo indicador para o alto na esperança de que um dos
raios o atinja. Segundos preciosos se passam nesse momento
agonizante. O monstro começa a sentir tontura e fraqueza. É quando
50 mil volts atingem seu corpo. A eletricidade cura as feridas da
criatura cicatrizando-as. O monstro berra de dor e de prazer. O
sangue verde pára de escorrer. A criatura se levanta.
E o monstro azulado de olhos negros, com garras e dentes enormes,
grita comemorando sua salvação enquanto seu corpo atinge 30 metros de
altura.
***
Uma outra história de amor está prestes a ter um desfecho fatídico.
David chegara até o rio onde Rafael e Daniela fizeram amor, e
percebera que o lenço da princesa estava caído por ali perto.
- Este lenço... é de Daniela!
David dá pulos de alegria.
- Finalmente! Finalmente encontrei o meu amor, minha noiva, minha
vida, minha paixão! Posso sentir o seu cheiro! O seu perfume... vem
daquela caverna!
David amarra seu cavalo a uma rocha e corre até a caverna. Quando
entra nesta, vê Daniela dormindo ao lado de Rafael.
- Nãoooo...
O berro de David acorda o casal.
- Você! David chorando fala olhando para Daniela. Você! Você!
- David, calma! Fala Daniela. Eu posso explicar tudo!
O homem branco desvia o olhar para o homem negro.
- Seu crioulo! Grita David tirando a espada da bainha. Seu macaco
desgraçado! Meu pai lhe deu a liberdade e é assim que você paga?!
Raça maldita!
- A sua raça que explora os negros, é que é maldita! Berra Rafael
encarando David.
- Não ouse levantar a voz para mim, seu macaco!
David, de espada em punho, parte para cima de Rafael. Este se desvia
e chuta o rosto do homem branco jogando-o para fora da caverna.
Rafael corre na direção de David e chutá-lhe a mão direita, jogando a
espada longe. Daniela corre até seus dois amantes enquanto estes se
atracam numa luta sangrenta.
- Negro maldito!
- Corno maldito!
Nem é preciso dizer quem chingou quem, né?! No final da luta, Rafael
soca sem parar o rosto de David até ele gritar:
- Pare! Pare! Está doendo muito! Ai! Ai! Aiiii...
- Rafael, pare! Berra Daniela.
O jovem negro obedece ao apelo de sua amada.
- Você... ia matá-lo, Rafael?!
O negro virá-se na direção de Daniela.
- Não, minha querida! Rafael fala acariciando o rosto da princesa.
Por maior que seja o amor que sinto por ti, jamais eu tiraria uma
vida humana!
Aquelas palavras encheram o coração de David com ódio. O sangue
escorria pela garganta quando o jovem branco tirou um punhal de
dentro de sua bota e avançou contra Rafael.
- Rafael, cuidado!
O negro se vira na direção de David. O punhal estava prestes a
acertar seu coração quando Daniela se interpôs entre os dois
amantes. E a lâmina atingiu seu peito.
- Daniela,... nãooo...
Os dois amantes gritam quase que praticamente ao mesmo tempo. Assim
que Daniela cai, seu corpo é jogado nos braços de Rafael. David e o
negro ajoelham-se e choram pela princesa de Brancalândia. O punhal
cai sobre a mata.
Sentindo o sangue escorrer pela boca até a garganta, além da água da
chuva caindo sobre seu corpo, Daniela geme de dor e de frio.
- Daniela! Daniela, não se vá, por favor! Eu só tenho você no
mundo! Por favor,... não se vá!
- Ra... Rafael... meu amor... eu sinto tanto... tanto frio...
Rafael... me proteja... me aqueça com o seu amor!
A mão negra de Rafael toca a mão branca de Daniela. E as duas mãos
entrelaçadas se apóiam sobre a ferida no peito da princesa de
Brancalândia.
- Me desculpe! Fala David chorando. Me perdoe! Me perdoe, meu amor!
- David... não há o que perdoar!
- Não! Eu não posso viver sem você! Não posso viver carregando a
culpa pela sua morte! Não posso! Não posso! Não posso!
- David... escute... eu...
- Não! Eu não posso viver com essa culpa em meu coração! Não
posso! Não posso! Não posso!
- Eu não vou morrer, David!
- Não! Eu te amo, Daniela! E, se cometi o crime de te matar...
minha vida não vale mais nada! Mais nada!
- David... escute!
- Nãooo...
David pega o punhal do chão. Ele não percebe um brilho intenso que
emana da mão de Daniela, agarrada à mão de Rafael. Este fica
impressionado quando o poder paranormal de Daniela ocorre.
- Daniela, eu te amo! Berra David de pé apontando o punhal contra o
próprio peito. E é por você, que eu vou morrer, meu amor!
- David... nãooo...
E o filho do Barão Hochfield crava o punhal no próprio coração. O
corpo de David cai morto ao mesmo tempo que o poder paranormal de
Daniela cicatriza o ferimento da princesa.
- David... nãooo...
Ainda debilitada, Daniela se levanta e corre até o cadáver de David.
Reclinada sobre o corpo de seu noivo, a princesa chora a morte deste.
- Eu não queria que você morresse! Eu não queria! Eu não queria!
Eu não queriiiiaaaaa....
Daniela chora desconsolada. Rafael se levanta impressionado.
- Meu Deus! Daniela, você ia morrer... mas se curou! Meu Deus do
Céu, eu não acredito! Achei que iria te perder para sempre... mas
senti que o desejo de te ter de volta foi mais forte que as garras da
morte!
- Ah, Rafael... eu te amo tanto... tanto... mas eu não queria que o
David morresse! Ele foi meu primeiro namorado... e eu gostava muito
dele!
Exausta pela perda de sangue, pelo uso de seu poder e pelas lágrimas
que derramou sobre o corpo de David, Daniela desmaia.
- Daniela!
Rafael corre até sua amada e a pega nos braços.
- Daniela, fale comigo! Anda, acorda! Fale comigo, Daniela, por
favor!
- David... Rafael...
- Estou aqui, meu amor!
- Eu matei o David!
- Não! Você não teve culpa, meu amor! Você não teve culpa! Não
teve...
- Pai... eu preciso... ver meu pai! Me... Me leve, Rafael! Me leve
para a casa de meu pai, por... favor!
E Daniela adormece na mais profunda escuridão.
A seguir: O Renascer dos Mortos

0 Comments:
Post a Comment
<< Home