Friday, March 10, 2006

UMA LAMBIDA ANTES DA MORDIDA

( POR: RONALDO DE OLIVEIRA COSTA)

- Aquela filha da puta me enganou! Ela me abandonou! Eu a odeio! Maldita! Desgraçada! Buá! Buá! Buá! Snif! Snif!
E o bêbado caía pela calçada chorando. E como chorava aquele homem brocha. Ele estava amargurado, triste, sem ter o que levantar. Praticamente e sexualmente morto. Então, é a esses coitados que os seres das trevas atendem.
E ele vê. Vê o que?! A mulher mais linda que ele já viu, nua, sem nada, os pêlos no meio da chereca o atraíam de uma forma assustadoramente sedutora. A mulher esfregava os enormes seios e gemia como uma cadela. O bêbado, de joelhos, foi até a mulher e lambeu sua xota. Depois, enfiou a língua no meio das pernas da mulher, que gritava, gritava, gritava.
Até que finalmente gozou.
Ela se ajoelhou, ficando diante do bêbado. Em seguida, beijou aquela boca imunda, cheia de vermes, de pêlos e de goza. O prazer que a louca fugida do hospício sentiu foi enorme. Desde que seu namorado tinha sido morto por um grupo de traficantes, que a louca nunca mais tinha sentido nenhum prazer na vida.
Enlouqueceu com a morte do amado. Arrancou o piru dele e o colocou numa vasilha, chupando-o até a exaustão.
O bêbado mete selvagemente na louca. E ela grita, grita e grita enquanto é metida.
***
No meio da rua, os dois amantes dormem.
- Ai, estou com fome! Fala ela.
- É?! E o que você gostaria de comer?!
- Sei lá! Uma garrafa de Vodka seria bom!
- Mas você falou em comer e não em beber!
- A vida é assim!
- Como é?!
- Não sei! O que você é?!
- Olha, faz muito tempo que eu não sei o que sou!
- Quem eu sou?! Quem eu sou?! Quem eu sou?! Você já gozou?!
- Não! Eu sou brocha!
- Mas eu sentia... algo... Não!
A louca só percebeu naquele momento. O sangue escorria de seu pescoço. O bêbado, com olhos vermelhos e dentes afiados, diz:
- Ainda estou com fome!
E termina de matar a louca, chupando-lhe o sangue.
FIM!
Iah! Iah! Iah! Iah! Iah! Iah!

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