O VAMPIRO E O LOBISOMEM
( POR: RONALDO DE OLIVEIRA COSTA)
Era uma noite calma, sem grandes mistérios. Carlos já tinha jantado e voltava da janta. Foram mendigos, prostitutas e viciados em drogas que tinham saciado sua sede.
Nada demais. O cardápio era o de sempre. Carlos estava bem alimentado. O que o perturbava era uma forte dor de cabeça e cravos pontiagudos que nasciam em sua testa.
O vampiro, irritado, transformou-se em um morcego e voou para casa. Sabia que não devia ter transformado Teresa em uma vampira. A mulher era bela, mas a alma era impura. Era incrível como os vampiros tinham a capacidade de matar sem dó nem piedade, várias mulheres que poderiam lhes ser fiéis, e como eles se apaixonam justamente por mulheres ingratas.
O morcego chegara em casa e já se transformava em um vampiro. Os chifres cresciam cada vez mais. Quando chegou no quarto qual não foi a surpresa ao ver Teresa deitada ao lado de um homem. Achando que era um outro vampiro, Carlos pegou o vidrinho com água benta e jogou sobre os dois corpos.
- Sua piranha! Gritou o vampiro enquanto a mulher derretia e gritava em dor.
- Não! Tenha piedade!
- Vá prá puta qui pariu, sua vagabunda! Sua puta!
- Não!
A vampira foi para o quinto dos infernos. O homem também acordou com a água benta e, ao ver o esqueleto da vampira, perguntou:
- Quem é você?!
- Eu sou o marido dessa vagabunda com quem você dormia! Mas, espere, você não é um vampiro?!
O homem misterioso se levantou, encarou Carlos e, num urro, transformou-se em um lobisomem.
- Não! Eu não sou um vampiro!
- Não! Não! Não! Tenha piedade! Aiiii...
O lobisomem ataca o vampiro e o mata selvagemente.
É, ele não era mesmo um vampiro. Iah! Iah! Iah! Iah! Iah!
FIM

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